Além de planejar a viagem internacional, escolher companhia área, hospedagem,
pesquisar os vários sites de ofertas e de turismo, outra preocupação
é saber qual a quantidade de dinheiro levar. O gerente de câmbio da
Soviagem Turismo e Câmbio, Alican Macedo, dá dicas sobre as vantagens e
desvantagens dos diversos meios de pagamentos.
•Dinheiro em espécie (levar o mínimo possível)
Com o aparecimento do “dinheiro de plástico” é cada vez mais recomendável
levar a menor quantidade possível de dinheiro “vivo” numa viagem,
por motivos óbvios. Esta, porém, é uma conta difícil de fazer, porque este
valor será usado para pequenas despesas, como táxi e gorjetas. Uma conta
razoável é levar cerca de US$ 70.00 por dia para os Estados Unidos e ARS
200.00 (peso argentino) para Buenos Aires, um destino cada vez mais requisitado
pelos brasileiros. Para euro e dólar americano não há necessidade
de efetuar reserva com antecedência; ao passo que para o peso argentino
ou outras moedas menos usuais, o recomendável é até um dia antes da
partida. A alíquota de IOF de 0,38% é cobrada no momento do câmbio. É
permitido levar até R$ 10 mil em viagem, equivalente em moeda estrangeira,
sem apresentar a DPV (declaração de porte e valores).
•Cartão pré-pago (seguro e prático)
São iguais aos cartões de débitos das contas correntes de bancos brasileiros.
Com a diferença que você “carrega” este cartão com a moeda do destino
da sua viagem. Você encontra este tipo de cartão em bancos, corretoras
de câmbio e casas de câmbio, sendo cobrada alíquota de IOF de 0,38%. Tem
ampla aceitação em vários países e o extrato pode ser acompanhado via
internet. São duas as opções hoje: Visa, pode ser carregado com até US$ 10
mil, tem validade de três anos, porém nem todos os estabelecimentos disponibilizam
o cartão com chip, o que no caso de perda proporciona menor
segurança; e Mastercard, este com chip e senha o que proporciona maior
segurança, pode ser carregado com até US$ 20 mil e é válido por cinco anos.
Os dois são carregados por CPF automaticamente, mas é sempre bom solicitar
com dois dias de antecedência da viagem. Se durante a viagem necessitar
de mais dinheiro, é possível entrar em contato com a casa de câmbio,
via e-mail, combinar o valor e efetuar a transferência através do site de seu
banco. O crédito pode ficar disponível em no máximo dois dias úteis. Em
caso de perda ou roubo, o cliente opta por receber em espécie, num local
indicado pela operadora do cartão ou recebe um cartão adicional. Pode ser
autorizado para viajantes acima de 16 anos.
•Cartão de débito bancário (pouca aceitação no mercado internacional)
Tem aceitação restrita em lojas, o que depende muito da bandeira (Maestro
ou outros) do seu cartão. A alíquota de IOF é de 0,38% mais os custos
que variam para cada instituição financeira. Tem a vantagem de poder sacar
em moeda local, caso seu banco tenha agência na cidade visitada, neste
caso o custo é de 0,38% de IOF mais a taxa desta operação de cada instituição
financeira.
•Cartão de crédito (custo muito alto)
Tem ampla aceitação nas viagens internacionais, porém é caro: a alíquota
de IOF é de 6,38% mais os custos que variam para cada instituição financeira,
aliado ao fato de que você nunca sabe com exatidão o valor da conta
a ser paga, já que a conversão pelo valor do dólar é feita na data de pagamento
da fatura. Exige atenção quanto ao uso, uma vez que o valor das
compras de toda viagem, se acumularão num único dia para pagamento.
•Traveller checks (burocrático, caro e pouca aceitação)
Antes um meio de pagamento muito usual, está caindo em desuso por
ser burocrático, já que para cada compra é preciso assinar um cheque para
o pagamento. A alíquota é de 0,38% de IOF.
•E, detalhe, você vai comprar o dólar turismo
Alican adverte para um detalhe muito importante: o dólar que o turista
compra não é o dólar comercial, aquele que diariamente todos os noticiários
divulgam, mas sim o dólar turismo, utilizado especificamente para
estas operações de câmbio de compra e venda de moedas para viagem
ao Exterior.
No fechamento desta edição (1° de dezembro), por exemplo,
a diferença entre a cotação, para venda, do comercial e turismo era esta:
R$ 1,8025 (comercial) e R$ 1,8700 (turismo).
Fonte: http://www.aeroportojornal.com.br/